A Rede Douro Vivo

Um projeto que resulta de uma parceria multidisciplinar de cientistas, ambientalistas, conservacionistas e especialistas na área jurídica e da participação pública, nacionais e internacionais.

 

O projeto é liderado pelo GEOTA em parceria com a ANP|WWF Portugal, o CEDOUA-UC, o CIBIO-UP, o CIMO-IPBo CITAB-UTAD, a FCT-UNL, a Rede INDUCAR, IUCN-Med, a LPN e a WI-EA.

Os rios são as veias do Planeta, vitais para o equilíbrio entre a manutenção das comunidades, as suas atividades económicas e a conservação da flora e fauna. Reconhecendo essa importância no Douro e seus afluentes, surge a Rede Douro Vivo, um projeto que visa salvaguardá-los.

Quais são as nossas metas?

Demonstrar alternativas a novas barragens, num contexto de adaptação às alterações climáticas;

Promover a adaptação ou remoção de barreiras obsoletas, assim como a sua definição;

Estudar medidas de mitigação de impactes como a implementação de caudais ecológicos, implementação e adaptação de passagens para peixes ou a gestão de sedimentos para barragens que estão em uso;

Conservar rios e/ou trechos de rios ainda em estado livre.

O QUE FAZEMOS

RIOS D’OURO

Um documentário curto da Rede Douro Vivo que mostra-nos como, se não agirmos rapidamente para os salvar, os rios portugueses correm o risco de desaparecer.

Produzido pela P35 para a Rede Douro Vivo, o filme explica como são muitas as vidas, humanas e não só, que estão dependentes da boa saúde dos nossos rios. Negócios como o turismo e como a cultura vinícola dependem deles. Sem rios livres, vários desportos aquáticos deixam de se poder praticar. Animais morrem por não terem como se alimentar, ou sequer onde viver.

“Rios D’Ouro” mostra-nos tudo isso, e como está na hora de repensar a nossa relação com os rios e a água. É o momento de repensar a intervenção humana naqueles que são os habitats de inúmeras espécies e o sustento de milhares de pessoas.

Ações de Envolvimento e Participação Pública

O objetivo é envolver as comunidades locais a participarem nos processos de gestão de recursos hídricos e de “Democracia da Água” (o uso da água e o acesso à mesma como um direito universal). Estas conjunto de ações são dinamizadas pela INDUCAR, no âmbito da Rede Douro Vivo.

Devido à aproximação de elaboração do Plano de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH), previsto para o período de 2022-2027, e a consulta pública das Questões Significativas da Gestão da Água (QSIGA) entre janeiro e junho de 2020, estas ações de participação pública estão a ser dinamizadas em 4 territórios caso de estudo: Estuário do Douro, Parque Natural de Montesinho, Alto Tâmega e Paiva.

ESTUDOS E RESULTADOS

Estudo: A Biodiversidade na Bacia do Douro

Este estudo provém de uma parceria entre o GEOTA e o  Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, no âmbito da Rede Douro Vivo.

A Bacia Hidrográfica do Douro é a maior bacia da Península Ibérica, e pela sua configuração geomorfológica é das mais biodiversas! Desde um clima árido e mediterrânico, às altas montanhas da sua nascente e no planalto transmontano, à amenidade típica da costa atlântica, muitos são os habitats que o Douro atravessa. Mas que biodiversidade existe nesses habitats Qual o seu estado de conservação? Qual o suporte que a bacia do Douro ainda consegue dar às cadeias alimentares dos ecossistemas?

Estudo: Finalmente! Eis as Barreiras e Barragens do Douro

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro aceitou o desafio e foi preencher esse enorme vazio de conhecimento – lançou-se no mapeamento e caracterização de todas as barreiras do Douro, e em identificar as mais danosas.

Numa bacia extremamente impactada pela construção de barragens e barreiras, faltava um dado essencial: do lado português da bacia não havia nenhum levantamento completo do número de barreiras existentes. As autoridades desconheciam – até antes deste trabalho que agora está feito – quantas barreiras havia, quem eram os titulares, onde estavam localizadas, qual o seu uso, as suas características e, sobretudo, quais os seus impactes.

Estudo: O que nos Ensinou a Serra Serrada?

Para compreender, como mitigar todos estes efeitos negativos nas grandes barragens, e desenvolver um conjunto de medidas de minimização de impacte, o Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança escolheu a Barragem de Serra Serrada, no Parque Natural de Montesinho.

A Bacia Hidrográfica do Douro é a maior bacia da Península Ibérica, e pela sua configuração geomorfológica é das mais biodiversas! Desde um clima árido e mediterrânico, às altas montanhas da sua nascente e no planalto transmontano, à amenidade típica da costa atlântica, muitos são os habitats que o Douro atravessa. Mas que biodiversidade existe nesses habitats Qual o seu estado de conservação? Qual o suporte que a bacia do Douro ainda consegue dar às cadeias alimentares dos ecossistemas?

Estudo: Um Relatório Raio-X à Bacia do Douro

A ANP/WWF elaborou um relatório que apresenta uma radiografia da bacia hidrográfica do Douro centrada nos impactes das infraestruturas hidroeléctricas e outras barreiras transversais aos seus rios, nas acções e estratégias promovidas pelos diversos actores envolvidos para mitigar esses impactes, e na proposta de recomendações no âmbito das responsabilidades diferenciadas de decisores políticos, empresas e sociedade civil.

Estudo: Estratégia Energética para Salvar Rios

Resultados preliminares do trabalho de investigação da FCT NOVA, para a Rede Douro Vivo, serviu de base para debate sobre água e energia, quando decorre a consulta pública para o Plano Nacional de Clima e Energia 2030.

O estudo salientou a elevada dependência do sistema energético português em combustíveis fósseis (75 a 80% dos consumos), uma intensidade energética acima da média europeia e que nos últimos anos não melhorou. Assinala-se ainda um excesso de capacidade instalada na rede elétrica, criado com base em previsões de crescimento ilimitado — que não são  previsíveis face à evolução tecnológica, nem são admissíveis numa perspetiva de sustentabilidade.

Estudo: Rios e Barragens da Bacia do Mediterrâneo

Este estudo provém de uma parceria entre o GEOTA, EuroNatur, RiverWatch, WWF Adria, Wetlands International Europe e produzido pela FLUVIUS (Floodplain Ecology and River Basin Management).

Constitui o primeiro esforço de fornecer uma visão geral e abrangente das barragens hidroelétricas e dos rios, numa escala alargada, na bacia do Mediterrâneo, através de uma metodologia baseada em critérios europeus. O estudo analisa e classifica a integridade hidromorfológica dos principais rios e inclui os resultados dos dados sobre áreas protegidas e principais áreas de biodiversidade, de acordo com os padrões da IUCN.