Quem somos

Coordenação

O GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente é uma Organização Não-Governamental de Ambiente (ONGA) de âmbito nacional, com estatuto de Utilidade Pública. Constituiu-se legalmente em 1986, mas a sua existência enquanto grupo de reflexão e educação na área do ambiente remonta a 1981.
O GEOTA tem como missão a defesa do ambiente e a promoção do desenvolvimento sustentável, segundo as vertentes da educação, da informação, da formação profissional, da reflexão e intervenção política, da cooperação para o desenvolvimento e da realização de ações para a resolução de problemas ambientais específicos.


Parceiros Nacionais

A Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF (World Wildlife Fund), é uma Organização não governamental e internacional, que atua em áreas como a conservação, investigação e recuperação ambiental.

Como parceiros desta rede atuarão sobretudo nos aspetos de comunicação, sensibilização e advocacia na proteção dos Rios Livres.

“Um rio que flui é, ele próprio, uma reserva natural e um ecossistema que providencia habitat a inúmeras espécies; é uma fonte de lazer e desporto vital para as economias locais. Preservar os rios é uma questão de sobrevivência das pessoas e das espécies que fazem destes a sua casa. O contributo da ANP|WWF neste projeto é mostrar que existem alternativas mais sustentáveis para a vida e para a natureza no Douro, em oposição à construção de novas barragens. Através da produção de um relatório que analisa a importância de manter o Douro livre e vivo, vamos contribuir para evidenciar estas alternativas”. Ângela Morgado, Diretora Executiva da ANP/WWF

O Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente (CEDOUA), constitui uma associação científica e técnica, de direito privado, que visa a promoção e o exercício da investigação nestes domínios.

Tem como fundadores a ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses), o CEFA (Fundação CEFA) e a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, local da sede.

“A Rede Douro Vivo é importante, na ótica do CEDOUA, por ser uma oportunidade de testar a qualidade da legislação de proteção do domínio hídrico, reforçar a democracia da água e apoiar a capacitação dos órgãos públicos para responder às exigências de proteção efetiva do património fluvial. Pela abrangência das ações envolvidas, a Rede Douro Vivo tem potencial para ser um laboratório de sustentabilidade.” Alexandra Aragão, Investigadora do CEDOUA e Professora da FDUC

A LPN – Liga para a Proteção da Natureza – é a primeira associação de defesa do ambiente da Península Ibérica e é uma ONGA.

A LPN, como parceira da Rede Douro Vivo, irá colaborar nas componentes de coordenação técnica dos estudos relacionados com a caracterização ambiental e ecológica do território. Numa segunda etapa, irá também ajudar na promoção de um estatuto de conservação para rios e trechos ainda livres e com boa qualidade da água.

“A Natureza não conhece fronteiras. Ao longo da paisagem percorre gradientes e transformações que levam o Homem a conhecê-la com diferentes características, formas de vida, cores e ritmos. Os rios, da nascente até ao mar, promovem serviços vitais para as populações humanas e valores naturais da paisagem em que se inserem. São sistemas complexos, ricos e fundamentais, mas tal como outros sistemas naturais dependem em larga escala da ausência de barreiras, e da fluidez dos gradientes que os transformam, a par e passo com a paisagem. A Rede Douro Vivo irá contribuir para a recuperação e conservação dos rios, trazendo-os de volta para as populações limítrofes, valorizando o património natural e cultural destes sistemas fundamentais para a biodiversidade.” Inês Cardoso, Bióloga Marinha na Liga para a Proteção da Natureza

A Rede INDUCAR, com sede no Porto, é uma organização que tem como objetivos a promoção da educação não formal e integração social. Trabalham no contexto de criação de redes e parcerias para uma sociedade integrada, assente na capacitação do indivíduo, numa cultura de responsabilidade e aprendizagem mútua.

Na Rede Douro Vivo, a INDUCAR irá promover a componente da Democracia da Água, assegurando a identificação e envolvimento de stakeholders da bacia hidrográfica e a promoção da participação pública na gestão de recursos hídricos.

“A Democracia da Água baseia-se nos princípios de que a água é um bem comum e ninguém tem o direito de prejudicar os recursos hídricos. Com 15 anos de experiência na promoção da cidadania democrática, da participação pública, desenvolvimento local de base comunitária, ou modelos de governação em rede, a Rede Inducar assume, no projeto Rede Douro Vivo, a responsabilidade da criação de condições favoráveis ao envolvimento das diversas partes interessadas na elaboração, seguimento e monitorização das políticas públicas que dizem respeito à Região Hidrográfica do Douro. Democratizar e tornar acessíveis práticas de consulta, por vezes predominantemente administrativas e procedimentais, para que a participação seja uma realidade, para todas as pessoas, grupos e instituições é um processo de vital importância, considerando a natureza da nossa cooperativa, um agente internacional que atua em contexto de redes e parcerias para uma sociedade integrada, assente na capacitação do indivíduo, numa cultura de responsabilidade e aprendizagem mútua, com enfoque na dinamização, em articulação com outros, de processos orientados para a transformação de atitudes, pessoais e sociais, através de uma diversidade de respostas inovadoras assentes nas particularidades dos processos locais.” Susana Pereira, coordenadora de Projeto RDV na Rede Inducar

Parceiros internacionais

O Centre for Mediterranean Cooperation / European Regional Office da International Union for Conservation of Nature, tem sede em Málaga. Esta União Internacional para Conservação da Natureza é uma organização civil dedicada à conservação da natureza e é responsável pela criação da Lista Vermelha de espécies ameaçadas.

Neste grupo, o Centro para a Cooperação no Mediterrâneo irá contribuir para a partilha de informação técnica e também para a revisão da estratégia referente à melhoria do conhecimento da importância ecológica da bacia.

“While covering less than 1% of the Earth’s surface, freshwater ecosystems provide a home for around 10% of the world’s described species, including a quarter of all vertebrates, and provide humans with a wealth of goods and services. One of the greatest threats to freshwater biodiversity is the loss or degradation of habitats. Water policies in the last decades were also dominated by efforts to increase water supply, and multiply the number of large water infrastructures. Increasing demands for flood control, irrigation and electricity generation fueled a wave of dam constructions. The project “Reviving Douro basin” will try to remove the existing barriers that are considered obsolete while promoting a conservation status for the free flowing Douro river. Removing old or obsolete dams will help to restore a river’s connectivity, bringing hope for migratory fish species and other threatened species. IUCN in collaboration with the Portuguese partners will assess the current status of key biodiversity areas in the Douro basin in order to jointly identify priority conservation actions that help stop species extinction and restore ecosystem services vital to human well-being.” Lourdes Lázaro, Corporate Development na IUCN

A Wetlands International – European Association, faz parte da rede global Wetlands International, com sede na Holanda. Esta organização dedica-se sobretudo à conservação e restauro de zonas húmidas e é constituída por oito membros de ONG Europeias.
Estes membros trabalham em conjunto para aumentar a consciencialização sobre os ecossistemas das zonas húmidas, sensibilizando para o uso sustentável das mesmas, através da relação entre a ciência, medidas políticas e diferentes práticas.

Nesse sentido, WI irá trabalhar as questões de policy e advocacy a nível Europeu.

“We are a not‐for‐profit organization dedicated to the conservation and restoration of wetlands for people and nature. WI EA and its members aim to improve, conserve and restore rivers and other wetlands across Europe, as a means to enhance biodiversity and mitigate water‐related hazards such as floods and droughts. We do this by raising awareness about wetland ecosystems and advocating the sustainable use of wetlands, in particular by linking science, policy and practice. Wetlands International – European Association takes part in the Douro Vivo Network to help achieve enhanced conservation, rehabilitation and sustainable use of the river Douro through lobby and advocacy at European Union level and by facilitating transboundary cooperation in the basin. We will highlight the effects and impacts of EU policy on the river Douro and bring to the attention of European institutions and international conventions specific cases when policy and multilateral environmental agreements are not being correctly implemented or enforced.” Eef Silver, Policy Officer Water and Rivers na Wetlands International ‐ European Association

Consórcio Académico

O Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, é uma unidade de investigação reconhecida internacionalmente pelos três principais componentes da biodiversidade: genes, espécies e ecossistemas. Este centro é gerido pelo ICETA – Instituto de Ciências, Tecnologias e Agroambiente, da Universidade do Porto.

No contexto da Rede Douro Vivo, dedicar-se-á à análise de impactes ambientais de barragens em sub-bacias chave e na caracterização de hotspots de biodiversidade de toda a bacia.

“O projecto Reviving Douro Basin revela-se de um enorme interesse para o CIBIO, Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto. Por um lado, pelo enorme conhecimento que irá ser gerado sobre a biodiversidade do Rio Douro bem como dos impactos da ação antropogénica sobre a bacia. Por outro, pela integração de vários parceiros de actividades distintas, desde a academia, à formação, passando pela divulgação e promoção dos valores ecológicos, que permitirá uma rápida transferência do conhecimento obtido no projeto para todas as partes interessadas na proteção e conservação do meio ambiente bem como para a sociedade em geral. O CIBIO irá estar envolvido na parte de aquisição de conhecimento sobre o estado actual da biodiversidade ribeirinha em toda a bacia do Douro através de censos faunísticos e análise da qualidade do habitat, mas também através da análise do impacto de barreiras físicas e outros efeitos da ação do homem nas populações de espécies aquáticas bem como na qualidade dos seus habitats.” Manuel Lopes-Lima, Coordenador do projeto RDV no CIBIO, UP.


O Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança, é uma unidade cuja investigação incide nas vertentes dos ecossistemas e ordenamento do território, assim como na valorização de agroecossistemas.

Em conjunto com os restantes parceiros, irão desenvolver o seu trabalho nesta região da bacia, nomeadamente na albufeira da Serra Serrada. Desta forma tentarão compreender as medidas de melhoria de gestão ambiental aplicáveis a uma barragem de fins múltiplos.

“Este Projeto é importante para o Instituto Politécnico de Bragança, porque se insere perfeitamente no que é a filosofia desta instituição: desenvolver a sua missão em articulação com a sociedade, incluindo a cooperação transfronteiriça, numa perspetiva de coesão territorial e de afirmação nacional e internacional, com vista ao desenvolvimento da Região, assente na inovação e na produção e transferência do conhecimento técnico-científico.” Ana Maria Antão, docente do Instituto Politécnico de Bragança

O Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro localiza-se em Vila Real e tem vindo a desenvolver um vasto trabalho na caracterização e gestão de recursos hídricos.

Nesta Rede, vão ser os principais responsáveis por mapear e caracterizar todas as barreiras existentes (barragens, açudes) e no desenvolvimento de um sistema multicritério de suporte à decisão para a respetiva remoção de barragens, quando este for aplicável.

“A nossa equipa de investigação encarou como um desafio aliciante este projeto, dado que visa essencialmente promover a melhoria da conetividade fluvial e a preservação da biodiversidade nos ecossistemas aquáticos. Na verdade, não só a área geográfica, como o objetivo fundamental do trabalho proposto, constituem as preocupações centrais da equipa do LEF, além de que o projeto apela a uma intensa ligação com os stakeholders locais e nacionais, pelo que pode ser um processo efetivo de alteração das políticas vigentes em relação ao ordenamento dos recursos hídricos e vai contribuir potencialmente de modo significativo para que, pelo menos na Bacia do Douro, se atinjam os objetivos preconizados pela Diretiva Quadro da Água, designadamente travar-se a degradação dos ecossistemas aquáticos e melhorar-se o estado ecológico. Acresce ainda o forte desconhecimento do número, efeito ambiental e condições de uso e segurança associados com todas as estruturas que têm sido construídas, pelo que a informação base que vai ser obtida é também de grande relevância.” Rui Cortes, Professor Catedrático e Diretor do Laboratório de Ecologia Fluvial (LEF) da UTAD

 

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa é uma das escolas Portuguesas públicas mais prestigiadas no ensino de engenharia e de ciências, sobretudo na área da Engenharia do Ambiente.

No âmbito deste consórcio académico, a FCT irá assumir o papel de especialista em questões energéticas, contribuindo assim para o estudo e proposta de alternativas de produção e eficiência energética. Para além disso, irá também contribuir para o desenvolvimento de um mapa de no go areas.

“O projeto assume grande relevância para o CENSE, FCT NOVA, por diversos motivos. Desde logo pelos seus objetivos: construir e defender uma solução de salvaguarda e uso sustentável do Douro, uma região com grandes potencialidades, mas também grandes vulnerabilidades. Depois pelo paradigma inovador: enfoque temático, conjunto de parceiros envolvidos (ONG de ambiente e universidades) e leque integrado de tarefas. As abordagens são multifacetadas: investigação científica aplicada, desenvolvimento de propostas de planeamento e gestão com colaboração das partes interessadas, comunicação e sensibilização do público, e ações de lobby junto das autoridades. A FCT NOVA está a trabalhar na vertente científica e desenvolvimento de propostas, principalmente em dois domínios: (i) definição de áreas e massas de água prioritárias para a conservação; (ii) desenvolvimento de estratégias energéticas de baixo impacte, incluindo sistemas de incentivos para as soluções de uso eficiente e geração sustentável de energia.” João Joanaz de Melo, coordenador do projeto RDV na FCT Nova